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 Quarto 12 - Hyrion Cronos Pylae

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Cadmus Peverell

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Mensagens : 89

MensagemAssunto: Quarto 12 - Hyrion Cronos Pylae   Sab 3 Dez 2016 - 10:22

QUARTO 12



Ao empurrar a pesada porta rústica de carvalho, com um aro prateado pendendo do centro, preso por uma miniatura de corvo de asas abertas que o segura com suas garras negras e possui olhos brilhantes que parecem te acompanhar ao andar, e adentrar o quarto, você se depara com algo completamente diferente do esperado, a julgar pelo aspecto antigo e luxuoso da Hospedaria Dandelion: o espaço é amplo e bem iluminado por luzes brancas embutidas no teto e também algumas luminárias espalhadas pelo quarto; o teto é branco e as paredes da cor grafite, bem como o carpete que reveste todo o piso do cômodo, este, porém, ligeiramente mais escuro. Num canto, entre dois criados mudos - que sustentam pilhas de livros e uma luminária vermelha - e em frente à uma enorme lareira elétrica - que usa para se deslocar entre a Inglaterra e o Canadá, onde a maior parte da família mora, com o auxílio de pó de flu - há uma enorme cama de casal baixa, sempre coberta com colchas claras e cheia de travesseiros aconchegantes da cor branca e grafite, que você encontra quase sempre arrumada, pois Hyrion tem o hábito de acabar adormecendo jogando videogame no grande sofá-cama claro - que serve também para hóspedes, geralmente seu irmão Heros - que ocupa uma parte considerável do quarto, virado para uma grande TV de tela plana presa a um painel na parede, logo acima de um heck escuro que sustenta consoles de videogame e um home theater, assim como vários jogos e DVD'S, organizados cuidadosamente por ordem alfabética - demonstrando a natureza corvina do homem, bem como o gosto por objetos trouxas, principalmente os videogames, o que é motivo de piada para os irmãos gêmeos - "Desse tamanho e ainda brinca com essas coisas?". A parede ao lado da cama é coberta por estantes, repletas de livros - e, claro, não podendo faltar, quadrinhos e mais quadrinhos, reforçando as gozações dos seus irmãos, das quais Hyrion orgulhosamente ignora.

   Usando balcões como divisórias, num outro canto pode-se encontrar uma mini cozinha planejada, com direito um frigobar vermelho, um pequeno cooktop e um potente microondas - tudo o que um verdadeiro solteirão precisa pra sobreviver; próxima à mini cozinha há uma pequena mesa quadrada de vidro acompanhada de duas cadeiras, que Hyrion mais usa para trabalhar que para jantar. Uma porta de correr num dos cantos da suíte leva a um banheiro moderno, todo ornamentado nas mesmas cores do quarto, escalas de cinza e branco, com uma enorme banheira onde o proprietário se deleita com um banho relaxante após um dia cansativo de trabalho. O banheiro dá acesso a um pequeno closet, sempre organizado, que abriga desde as roupas mais refinadas do homem até suas camisetas nerds e calças de moletom.

   Quando não está no trabalho ou visitando sua família no Canadá, pode apostar que encontrará o homem de olhos claros e aparência - e jeito - jovial em seu quarto na Dandelion, pra onde se mudou não faz muito tempo, mas já considera seu lar.


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Hyrion Cronos Pylae

Auror Comandante
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Ano Escolar: Sem Escolaridade
Casa:
Nível: ★★★★☆

MensagemAssunto: Re: Quarto 12 - Hyrion Cronos Pylae   Seg 10 Abr 2017 - 19:30


Lakota latia e Brayden miava nervosamente, mas tamanha era minha concentração no televisor que mal conseguia prestar atenção no pastor belga agitado, ou no amasso nervoso __ Agora não, Kota, Bray __ murmurei entredentes, com as sobrancelhas unidas em tensão enquanto apertava os botões coloridos do pequeno controle em minhas mãos numa séries de combinações complexas, com a finalidade de vencer meu oponente no jogo de luta. Mais latidos e miados se seguiram, e eu facilmente interpretaria como um "Que horas sai o jantar?", mas o som de algo se espatifando no chão me fez levantar do sofá num pulo, em alerta, até que minhas íris tempestuosas se depararam com um Lakota com uma indiscutível cara de culpado embolado num Brayden que o encarava acusadoramente. Terra estava espalhada pelo carpete claro, junto a cacos de cerâmica e folhas de planta; provavelmente entre brincadeiras - da parte de Lakota, já que Brayden era um ranzinza inegável -, acabaram por derrubar um dos vasos de planta que decoravam e davam alguma vida ao meu humilde quarto na hospedaria Dandelion. Enquanto os fitava, ouvi o tão temido "Game Over" soando nos alto falantes e joguei o controle no sofá, ligeiramente irritado __ Felizes?

   Me afastei do video games, ainda resmungando pela partida pertida; Brayden prontamente se apossou da minha poltrona, enquanto Lakota balançava o rabo, amuado, o que me fez rir __ Tudo bem, garoto, mas se implicar com o Bray outra vez... __ pude perceber o amasso erguer as orelhas, atento __ ... faça isso longe das plantas, tudo bem? __ completei, esboçando um sorriso travesso, ouvindo meu colega peludo miar entediado __ Agora me deixe limpar essa bagunça __ após uma rápida carícia entre as orelhas do pastor belga, posicionei minhas mãos com as palmas abertas sobre o carpete sujo, me concentrando por um breve instante. Um zumbido encheu meus ouvidos ao mesmo tempo que uma vibração fora do comum tomou conta do meu peito enquanto eu observava os minúsculos grânulos de terra se erguerem juntos, formando uma massa escura em pleno ar. Ergui uma sobrancelha ao ouvir um latido animado do cão negro __ Legal, ahn? __ ainda controlando a bagunça de terra com uma mão, pesquei minha varinha do bolso com a outra, erguendo o vaso caído no chão com o auxílio da mesma para que pudesse depositar a terra logo depois. Sorri satisfeito, até perceber que a água que o carpete estava, na verdade, todo molhado __ Tergeo __ murmurei num resmungo, só então batendo a mão uma na outra, como quem diz "trabalho feito".

   Como se premeditado, assim que voltava ao jogo, o som de algo arranhando vidro se sobrepôs à chuva que caía lá fora, e automaticamente virei a cabeça em direção à janela, me deparando com uma coruja das neves meio... arrepiada; abri as janelas às pressas, a permitindo entrar, notando um pequeno rolo de pergaminho preso em seu bico que, apesar da chuva forte, estava seco. Acariciei as penas da ave com suavidade enquanto desenrolava o pergaminho, o lendo com certa pressa e preocupação; a chefe dos aurores me requisitava imediatamente na sede; apesar do tom urgente, avisava também para que eu não me preocupasse. Como se fosse possível... pensei enquanto pegava minha jaqueta de couro, a vestindo apressadamente e girando o anel negro em meu dedo ansiosamente.

   Após servir o jantar de Brayden e Lakota, afinal, não sabia que horas voltaria, e ceder um pouco de café forte para a coruja mensageira - se era de seu desejo, quem sou eu para contestar? -, me desloquei até a grande lareira com um pouco de pó de flú em mãos; desapareci entre uma explosão verde brilhante, me perguntando qual seria o motivo da tal carta. Se o objetivo não era me preocupar, bom... Então a chefe tinha falhado miseravelmente.



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